Filme O último azul, de Gabriel Mascaro, estreia em todo o Brasil



‘’Foi uma alegria muito grande poder estrear na Berlinale, um festival que consagrou a cultura brasileira com Central do Brasil e Tropa de elite, e a gente chega lá com O último azul e sai de lá com o prêmio da crítica , um Urso de prata , foi muito bonito e agora finalmente encontraremos o público brasileiro com muito calor e com muita energia’’, comemora Mascaro.
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‘’Pois é, a gente queria fazer um filme sobre esse corpo idoso feminino que sente desejo. Um corpo que pulsa no presente e que ressignifica a vida aos 77 anos. Eu precisava dessa tônica ousada, então o filme começa meio distópico e chega em um momento fantástico e surreal. A gente vai brincando com o gênero como se fosse uma descoberta de maturação, né? A personagem principal passa por uma jornada de transformação, e a gente geralmente costuma associar as transformações a pessoas jovens, né? Mas aqui não! Estamos falando de uma idosa, com toda energia, com toda força e, sobretudo, com o desejo de sonhar’’, conta Mascaro.
A protagonista é vivida na tela pela atriz Denise Weinberg: ‘’A velhice não é uma coisa triste, se você souber envelhecer, é uma sabedoria. Além disso envelhecer fazendo o que eu o que você gosta é maravilhoso’’.
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Para Denise, que ganhou recentemente o prêmio de melhor atriz pelo filme no Festival de Guadalajara, no México, a obra leva o espectador para a utopia: ‘’Por ser artista, já sou utópica por natureza, então quando esse material caiu na minha mão, e conheci o Gabriel, vi logo que era jogada de gênio, só pensei: eu tenho lugar de fala, quero fazer esse filme’’.
Embarcar na floresta amazônica, onde o filme foi rodado, também foi uma experiência nova para ela. ‘’Conheci uma Amazônia com paisagens lindas e alucinantes; são respiros na alma, mas também há uma concretude muito forte no sentido de estar naquele lugar e encarar o envelhecimento como algo que é difícil, mas que pode ser bom quando temos maturidade para encarar’’.
Para a professora e pesquisadora Ivana Bentes, O último azul surpreende ao falar de temas delicados como o etarismo, mas também pelo primor estético.
‘’O Gabriel Mascaro para mim é a síntese do novo cinema nacional, que cria um interesse além do Brasil, seja pela sofisticação estética seja por temas relevantes, importantes, sociais que ele aborda. A linguagem do filme comove e nos mobiliza’’, comenta Ivana.
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